Por: Rogério Lima*

Todo mundo sabe que um carro novo e econômico é fundamental para quem não quer gastar muito.

Mas, temos que concordar que ainda persistem os amantes de carros antigos que sobrevivem piamente à passagem do tempo, que são donos de um carango debutante (com mais de 15 anos) e também que os tem tanto por hobby ou por necessidade. Este é um assunto bastante polêmico e que iremos abordar neste artigo.

Na vida de um adolescente, que está prestes a fazer 18 anos, o primeiro carro é praticamente um sonho de vida e se ele for um carro zero quilometro, isso se torna um fato. Porém, na realidade capitalista dos dias de hoje, um carro novinho se torna impossível até para um cidadão de classe social mediana. O carro da família, aquele Golzinho modelo 92 ou mesmo um Escort ano 89 torna-se, na maioria das vezes, o “xodó” e só é vendido quando já não se consegue nem dar a partida. Nesse meio tempo, onde se tenta dar uma sobrevida a estes amados veículos, muito se gasta. Quando se tem uma pessoa ponderada no controle da situação, o gasto geralmente é pouco. Pneus, reparos e troca de óleo são uma constante para os “velhinhos” e isso não é nada mais que uma manutenção preventiva. E ponha preventiva nisso.

Mas, quando em se tratando de uma pessoa que quer que o seu “xodó” seja “O Xodó”, dinheiro passa ser uma solução e não um problema. O primeiro passo é um sistema de som. Claro que quando se trata de uma pessoa com poucos recursos, a caixa de som que estava no quarto é a primeira a andar de carona no porta-malas do carro. Já quando se tem uma condição a mais, a instalação e todos os outros itens acessórios para o som podem se tornar tão valiosos quanto o próprio carro. O mesmo vale para aqueles que instalam rodas de aros grandes e pneus de perfis baixos, mas que infelizmente não priorizam o grande trunfo destes carros antigos: a lataria.

Após 1999, uma disputa entre as montadoras trouxeram para o Brasil uma tecnologia usada na fundição destas latarias, o que fez reduzir o indice de oxidação nas mesmas em torno de 50%. Porém, a começar de quem mora em cidades litoraneas, a ferrugem é a inimiga numero um do apaixonado por carros. Uma briga quase que interminável se trava entre o carro, pintor e dono do auto.

Portanto, se você tem um dinheirinho sobrando, quer parar de andar a pé e quer andar motorizado, vale a pena investir em uma motocicleta ou mesmo dar entrada em um carro com menos de 10 anos, afinal filho grande só quem aguenta é quem gosta e se por um acaso você ver um Voyage 92 parado na rua você poderia me ajudar a empurrar?

*Rogério Lima é graduado em Publicidade e Propaganda, é editor dos blog Bobolhando, é CEO do Seu Oscar e é especialista em Assistência Técnica de Motocicletas.

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