Confira a estreia da coluna de Matheus Brasil, falando sobre Futebol, aqui no Seu Oscar!


“Quando a gente ganha, a gente não comemora; a gente fica aliviado”. É, Muricy… Você deveria aproveitar melhor os bons momentos que a vida lhe oferece. Muricy e seus comandados tricolores enfrentaram o aniversariante cruzmaltino de PC Gusmão e, principalmente, Carlos Alberto. Não houve vencedor: dois para os dois lados. A bela disputa foi vista in loco por mais de 80 mil sortudos.

Sortudos, sim! Sortudos porque viram um clássico com todos os ingredientes de clássico e puderam ver o Maracanã nostálgico, parecido com a criança Maracanã de 1950. Lotado! Muitos deles, com o peito apertado, disseram “Até logo, Maraca”. Já estão saudosos de ver a futura extinta “Geral”. Que lástima. Que pena. Tudo isso em nome dos faraós da Dona FIFA. Mas, o jogo foi assim…

Nos primeiros 15 minutos, o Vasco só encostou na bola para iniciar o jogo. Massacre tricolor. A pressão vazou com o gol de Gum, consequentemente, emoção nas arquibancadas com a saída para a estátua do capitão Belini. Ainda no primeiro tempo, um dos estreantes da noite, Éder Luiz, tratou de colocar justiça no placar. Recuado, após conseguir marcar o primeiro gol, o Flu só podia esperar o empate. Parece que o Muricy gosta de atrasar o time, mesmo jogando melhor. E o Vasco também gostou, que não só igualou o placar, como começou a jogar bem.

Veio o segundo tempo

Consigo trouxe a vontade de fazer jus ao lema de “Time da Virada”. Com amor, o Vasco virou. Fagner, lateral que chama atenção pelo bom apoio ao ataque, fez a alegria dos convidados para a festa de aniversário de 112 anos do Vasco, no Mario Filho. O Flu tentava, mas a marcação forte, ponto bem trabalhado por PC Gusmão em todas as suas equipes, não facilitava. Num bate-rebate na área, Julio Cesar, outro bom lateral, empata.

Ainda teve tempo para a contusão de Diguinho, por conseqüência, entrada de Deco, e se não fosse um gol perdido quase que embaixo da trave, ninguém teria notado sua presença na festa. No fim do jogo, Carlos Alberto quis, com duas belíssimas jogadas, colocar os números dos placares do Maior do Mundo a favor da sua agremiação, porém, por forças dos deuses que lá habitam, o placar não se mexeu. Marcelo Lima Henrique, árbitro da disputa, pode, enfim, colocar a exclamação no “Até logo, Maraca!” de toda a torcida brasileira.

Antes da despedida do Maracanã…

O confronto dos melhores ataques da competição – cada um com 25, antes do início da rodada – foi, no mínimo, irônico. O Botafogo, sem o fraco lateral Alessandro, pegou o Avaí, desfalcado de oito jogadores titulares, e ganhou. O alvinegro, apoiado por cerca de 35 mil torcedores, conquistou o placar mínimo. Mesmo assim, convenceu.

O atual esquema de jogo do Botafogo é semelhante ao que o próprio Joel utilizou no Flamengo em 2007. Três zagueiros dão segurança na defesa, os alas rápidos sempre procuram a linha de fundo, negando as características do futebol atual. No meio, a rapidez de pensamento e velocidade de Maicossuel confundem os adversários. Jobson com Maicossuel atordoam qualquer defesa bem montada. Só falta o homem-gol, afinal Herrera vem mal. O alento fica por conta da volta de Loco Abreu, que entrou aos 37 do segundo tempo.

Se a bruxa continuar presa em General Severiano, Joel Santana levará o Botafogo longe.

Furacão eternizado

O Furacão da Copa de 70, Jairzinho, está eternizado na calçada do Engenhão. Foi erguida uma estátua de quatro metros e meio para homenagear o ex-jogador. Agora, Garrincha e Nilton Santos terão mais um companheiro para bater uma bola.

Furacão feio

CBF, permitir jogos com a qualidade técnica deste Atlético-PR versus Flamengo de domingo deveria ser proibido por lei. Não pode. Manoel fez lá seu golzinho de cabeça, pelo menos é um alento aos rubro-negros paranaenses, afinal parece que a torcida do Fla não viu o time em campo.

Orgulho capixaba

O Rio Branco eleva a moral capixaba no futebol brasileiro. Ao golear o baiano Camaçari por 4 a 1 no estádio Salvador Costa, em Vitória, o time avançou para a próxima fase da Série D e pega o tricolor carioca Madureira. A classificação do Brancão só veio depois de um empate entre o Uberaba, já classificado, e o América, que ficou de fora da próxima fase. Vamos, futebol capixaba!

Esquecimento russo

Ibson, ex-Flamengo, está longe de ser aquele Ibson dos tempos de Fla. Apagado no Spartak Moscou de Alex, ex-Internacional, e Wellinton, jogador revelado no Goiás, foi substituído no segundo tempo e quem viu o jogo perguntou se o rubro negro entrou em campo. Por que não volta pro Brasil, Ibson?

Potência italiana

Inter campeã, ultimamente, é a tradição. Neste fim de semana, o time de Milão foi campeão da Supercopa da Itália. O jogo, que marcou a volta de Adriano ao futebol da Itália, teve Eto’o, Milito e companhia ofuscando a majestade do Imperador. O placar foi 3 a 1 – e cabia mais. Sem Mourinho e com o jovem selecionável Philipe Coutinho no banco, a Inter mostrou equilíbrio e promete infernizar a vida do nosso Internacional de Porto Alegre na provável decisão do Mundial de Clubes, fim do ano em Abu Dhabi.

Saco de pancada inglês

O campeonato na Terra da Rainha está na segunda rodada. Na abertura da rodada, a Arsenal goleou pelo placar de 6 a 0 o Blackpool, que na estréia havia goleado o Wigan. Mais tarde, foi a vez do atual campeão Chelsea estrear o uniforme preto com laranja com outro 6 a 0 em cima do Wigan, consolidando de vez a alcunha de “saco de pancada da Premier League” para o Wigan.

One thought on “Até logo, Maraca!

  1. FRANCISCO BRASIL says:

    MATHEUS O CAMINHO É ESSE,ESTAMOS CONTENTES E ESPERAMOS MUITO MAIS, SABEMOS DA SUA CAPACIDADE.”FILHO DE PEIXE…” ASS.FRANCISCO BOTAFOGO BRASIL.

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