Veja o ponto de vista de Gabriela Gonçalves sobre a nova “Lei da Palmada“, em sua nova coluna.


É comum hoje em dia falar sobre os desafios de ser mãe, ainda mais quando somos novas, separadas ou quando trabalhamos. São tantos dilemas, tantos assuntos que fica até difícil começar. A Lei da Palmada é o assunto mais comentado no último mês e divide opiniões. O Presidente Lula enviou a câmara um projeto de Lei que proíbe qualquer castigo físico em crianças.

A Lei prevê que: “o direito da criança e do adolescente a não serem submetidos a qualquer forma de punição corporal, mediante a adoção de castigos moderados ou imoderados, sob a alegação de quaisquer propósitos, ainda que pedagógicos”.

Somos de uma época em que se apanhava e se respeitavam os pais (e isso não tem muito tempo) e sinceramente isso não foi mal, acho que foi sim muito bom naquela época. Respeitamos nossos pais muito mais do que as crianças de hoje em dia. Como mãe de dois meninos, eu sei as dificuldades que passamos. Não estou dizendo aqui que sou a favor as surras e humilhações, muito pelo contrário. Sou extremamente contra.

Se pararmos para analisar, hoje em dia as crianças respeitam muito menos os pais, respondem, ameaça, enfrentam e até matam os próprios pais e muitas vezes por motivos tolos. Se isso ocorria na nossa época ou mesmo na de nossos pais eu não saberia dizer, porém creio que ocorria sim, porém com uma porcentagem infinitamente menor do que ocorre hoje em dia.

Isso porque fomos criados com rigor, com pulsos firmes e sim, apanhamos algumas vezes. No meu caso, várias vezes, diga-se de passagem. E isso não me afetou psicologicamente e sim me fez ser uma pessoa melhor, uma cidadã mais responsável das minhas obrigações.

A lei prevê qualquer castigo físico, porém não foi bem expressado. E isso divide opiniões até de especialistas. Alguns terapeutas especialistas em educação familiar são a favor da palmada moderada, aquela que funciona como um aviso e que ela tem sim uma função educacional. Já outros psicoterapeutas infantis são totalmente contra dizendo que a palmada é falta de argumento dos pais. Será?

Sou a favor da palmada educativa, aquela que avisa, que corrige. Nunca uma surra onde se machuca a criança, onde ofende. Deve existir um limite e os pais devem respeitá-los, sempre pensando no bem da criança.

Hoje é difícil controlar nossos filhos 24h por dia, nunca sabemos o que eles fazem na escola, com quem eles convivem, por mais que nós queiramos controlar é impossível. Hoje o acesso a violência é muito fácil e cabe a nós pais estipular um limite.

A Lei da Palmada chegou e ainda vai dar muito que falar a nós, pais, nos resta educar da melhor maneira possível, com os nossos erros e acertos. E você, o que acha?

One thought on “Lei da Palmada: O ponto de vista de uma mãe

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