Veja a análise da 18ª rodada do Brasileirão e outros campeonatos na coluna semanal de Matheus Brasil.


Cantado por alguns gatos-mestres como campeão brasileiro deste ano, o Flu só cai na tabela.
Agora, a pedra no meio do caminho do tricolor carioca foi o fraco, mas sempre valente, Guarani. Em casa, o Guarani sempre é forte e tratou de mostrar isso para Muricy Ramalho com a bola nos pés. O placar, símbolo menos importante da partida, foi 2 a 1.

O jogo também menos importa. O que importa mesmo, nobre leitor, é a fase do Fluminense. O Flu ficará sem casa, já que o Maracanã só reabre em 2013, prejudicando, portanto, todo o futebol carioca. O tricolor já perdeu, também, o brilho do futebol bem jogado principalmente
por Conca, Emerson e Mariano. O futuro ex-líder do Brasileiro não é mais o mesmo, graças a um técnico covarde e anti-brilhantismo do futebol brasileiro. Deco e Belleti formam, ao lado do Muricy, a trinca do pesadelo pó-de-arroz.

O maior pseudo-técnico do atual futebol brasileiro

E assim segue o Fluminense: vítima de parceiros financeiros psicopatas e gigantistas, jogadores acomodados com status quo – Fred, provavelmente, viu o jogo com seu chinelo de dedo – e, como se não bastasse todos esses crimes contra o bom futebol, é assassinado por um
treinador, cujo seus verdadeiros valores são o placar mínimo e defesa total.

A empolgação pré-milagre

São Judas Tadeu não é o padroeiro do Flamengo à toa. O santo, conhecido por fazer os milagres mais inesperados, é a fonte de fé de 35 milhões de torcedores num ataque que não ataca e num meio campo que não cria. O empate com o Santos, marcado por ser o último jogo no Maracanã até 2013, foi sem gols, com uma jogada brilhante do experiente Léo Moura e com a nova dupla de ataque apelidada de D2 (Diogo e Deivid) parecendo a velha. Todavia, o Fla não jogou mal, Silas já vai moldando o time ao seu gosto empolgou a torcida. Será que vem outra arrancada fulminante aí? Orai, Nação!

República da Humildade

Apesar de esbanjar gols na vitória por 5 a 1 sobre o lanterna Goiás, o Timão respira ares diferentes dos ares do início da temporada. Depois da derrota pro Flamengo na Libertadores, no primeiro semestre do, agora, centenário Sport Club Corinthians Paulista parece estar mais humilde.

Trabalho sério sempre terá recompensa

Desde seu novo técnico, que manteve a linha usada pelo antecessor Mano Menezes e, apenas, corrigiu os poucos erros da antiga gestão, até os jogadores mais badalados da equipe da Marginal sem número, como o Ronaldo, o clube incorporou a filosofia mineira e vai caçando o líder Fluminense de muito perto. Atenção, apostadores: eu apostaria tudo no Corinthians.

PC, uma máquina

PC Gusmão, atual técnico do Vasco, é uma máquina neste Brasileirão: Paulo Cesar ainda não soma uma derrota sequer em sua planilha de resultados. Pra variar, o Vasco jogou bem – até a saída do Carlos Alberto, mas jogou bem, sim – e venceu por 2 a 0 o Ceará, ex-time comandado por PC. Por falar no Ceará, a torcida e a equipe cearense não conseguem dormir bem depois da saída do ex-auxiliar de Luxemburgo. Parece que o prêmio de melhor treinador do ano já tem um candidato fortíssimo.

Joel e a conta do café

Um regime até que vai, mas precisa de tanto assim, Papai Joel?

Certamente, era de esperar um jogo difícil, mas tudo encaminhava para um final, atualmente, repetitivo para o Botafogo, de Joel, contra o Grêmio no Engenhão. O time de General Severiano acumula vitórias onde a raça e o placar mínimo deram a tônica de como foi o jogo.
Tudo bem que com cada time dominando uma etapa, o placar de 2 a 2 foi justo, entretanto, a nação guiada pela estrela solitária já começa a perguntar para todos os santos se a fase da “conta do café” já acabou. Parafraseando Drummond, indago: e agora, Joel?

Não há Felipão que salve má fase

Nem os serviços de Felipão conseguem tirar o Palmeiras da má fase. O ex-Palestra alviverde perdeu para o ex-Palestra alvianil por 3 a 2, no Pacaembu. Mesmo saindo na frente com 2 a 0 – este sempre será o placar seguro mais inseguro do futebol – o Palmeiras não conseguiu segurar
a ascendência do time com armamento argentino. O general Montillo e o tanque Farías comandaram uma virada espetacular. Pro Felipão, ficou a reclamação do Mago Valdivia, após substituição…

Outra surpresa colorada?

Com as ótimas fases de Damião, Sobis, Tinga e, por incrível que pareça, esquemas bem montados pelo técnico Celso Roth, o Internacional de Porto Alegre, depois da parada da Copa, merece destaque. Bater por 2 a 0 o empresariado Grêmio Prudente não diz muito e soa, para o campeão da Libertadores, como obrigação. Entretanto, a fase do Inter é demais: são cinco jogos sem perder. Se o ritmo continuar assim, o Inter briga – e muito forte – pra ser campeão brasileiro antes de ir pra Abu Dhabi e encarar a Internazionale de Milão, único adversário no caminho do bi-mundial.

A renovação da esperança capixaba

No sábado, Rio Branco, infelizmente, só conseguiu um empatezinho em 1 a 1 com o Madureira, no Salvador Costa. O placar não reflete o que foi o jogo. O tricolor do subúrbio carioca não viu a cor da bola e, numa única chance que teve, fez um gol feio. Apoiado pela esperançosa torcida capa-preta, o Rio Branco dominou as ações do jogo, mesmo tendo mostrado falta de preparo físico na segunda fase, e pode, sim, conquistar uma boa vitória sábado que vem lá na Cidade Maravilhosa. As coisas podem se tornar mais fáceis se Toninho, técnico do Brancão, colocar o voluntarioso Gil Baiano em sua posição original. Larga de teimosia, Toninho!

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